Cultura

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Sinopsis

Reportagens sobre exposições, concertos e espetáculos na França. Destaque para os artistas brasileiros e suas criações apresentadas na Europa. Na literatura, lançamentos e as principais feiras de livros do mundo.

Episodios

  • Cultura - Radicado em Londres, duo Tetine recupera disco inédito do underground brasileiro

    Cultura - Radicado em Londres, duo Tetine recupera disco inédito do underground brasileiro

    29/01/2021 Duración: 05min

    Ao longo dos últimos 25 anos, o duo eletrônico brasileiro Tetine, formado por Eliete Mejorado e Bruno Verner, vem atravessando as fronteiras entre os universos da música, da performance, da videoarte e do texto, em criações que contam com parceiros tão plurais quanto a artista francesa Sophie Calle ou a MC brasileira Deize Tigrona. Em 2021, o Tetine lança pelo selo Slum Dunk uma pérola que reverbera sua raiz no prolífico pós-punk brasileiro. O álbum “Konkret Dance” traz inéditas do grupo R.Mutt, banda belo-horizontina que é um dos marcos da cena do rock underground no Brasil. Um "universo sônico particular", ao mesmo tempo, melódico, austero, expressionista, lírico-dada surrealista, melancólico e percussivo: o duo eletrônico Tetine, radicado em Londres há 20 anos, lança pelo selo Slum Dunk Music o "Konkret Dance 1986-89", um álbum do quarteto pós-punk/eletrônico R. Mutt formado em Belo Horizonte em 1986. O disco está disponível desde o fim de dezembro de 2020 nas principais plataformas de música, e sai agor

  • Cultura - Sem estrangeiros, turismo se reinventa e franceses descobrem Paris a pé

    Cultura - Sem estrangeiros, turismo se reinventa e franceses descobrem Paris a pé

    22/01/2021 Duración: 05min

    O que será do turismo francês, tão duramente afetado pela pandemia? A crise vai asfixiando o setor que era uma das bases da economia da França, o país mais visitado do mundo – foram 89 milhões de turistas em 2018. As atrações turísticas – museus, parques de atrações, cinemas, teatros – continuam fechadas, sem previsão para reabertura. O toque de recolher foi adiantado para 18h  e estendido a todo o território nacional, afetando ainda mais o setor de bares e restaurantes. Os restaurantes sobrevivem vendendo refeições prontas nas portas do estabelecimentos ou através de entregas. Alguns setores do turismo também se adaptam, como é o caso de Camille Martin, criadora de "Les Randos de Camille" – Os Passeios de Camille – que decidiu apostar nos moradores de Paris e arredores, interessados em conhecer recantos desconhecidos da cidade. Camille Martin explica: “Eu criei percursos a pé pela cidade, que fossem passeios e explorações urbanas interessantes. Paris tem bairros com características distintas. É possível

  • Cultura - Livro de historiadora francesa decifra origem da representação das bruxas na arte ocidental

    Cultura - Livro de historiadora francesa decifra origem da representação das bruxas na arte ocidental

    15/01/2021 Duración: 05min

    As bruxas com seus chapéus pontudos e suas vassouras te assustam ou te fazem rir? Mas de onde elas vêm? Para solucionar este mistério, Alix Paré, historiadora francesa especializada em pintura ocidental, acaba de publicar o livro "Sorcière" (“Bruxa”, em português) pela Éditions du Chêne, uma obra que detalha o nascimento e a evolução da representação da bruxa na História da Arte. Um livro emocionante sobre a invenção desta mulher má. Sim, porque as bruxas, se um dia existiram, foram antes de tudo inventadas pelo olhar das pessoas que as temiam. Você consegue imaginar bruxas povoando o mundo desde sua origem? Na História da Arte, no entanto, elas só apareceram no final da Idade Média. Antes disso, houve mágicas, encantadoras, deusas capazes de fazer o bem e o mal, mas nenhuma mulher má vestida de preto e dançando com o demônio. É o que conta o fascinante livro de Alix Paré, que decifra as representações das feiticeiras na pintura, no desenho, na gravura, ao longo dos séculos. “A priori, as duas primeiras br

  • Cultura - Manter teatros fechados é injusto e sacrifica setor cultural, protestam artistas na França

    Cultura - Manter teatros fechados é injusto e sacrifica setor cultural, protestam artistas na França

    08/01/2021 Duración: 06min

    Silêncio, resiliência, desastre... As palavras escolhidas por artistas entrevistados pela RFI para resumir a situação do setor cultural na França são diferentes, mas todos deploram a decisão do governo de manter fechados os teatros, salas de espetáculos e museus, enquanto lojas, centros comerciais e locais de culto funcionam normalmente. Os artistas criticam essa estratégia incompreensível que cria incertezas e ameaça o futuro de muitos grupos e estruturas, apesar das ajudas governamentais. Os teatros e salas de espetáculos estão fechadas ao público desde 30 de outubro, quando começou o segundo lockdown no país para lutar contra a pandemia de Covid-19. Inicialmente, a reabertura estava prevista para 15 de dezembro, mas o governo alegou que a circulação do vírus ainda estava alta e decidiu manter os estabelecimentos fechados. Nesta quinta-feira (7), novo adiamento, agora, por tempo indeterminado. O setor cultural francês, que emprega 670 mil pessoas e garante aplicar todos os protocolos sanitários, se sente

  • Cultura - E se você tivesse apenas um minuto para contar os fatos mais importantes de 2020?

    Cultura - E se você tivesse apenas um minuto para contar os fatos mais importantes de 2020?

    01/01/2021 Duración: 06min

    Um, dois, três... gravando! E se você tivesse muito pouco tempo para contar tudo de mais relevante que aconteceu em 2020? O cineasta Gunga Guerra fez essa escolha, mostrando que o que realmente importa pode ser dito em um minuto. Temas maiores – e polêmicos! – como a pandemia de Covid-19, o governo Bolsonaro, o descontrole do desmatamento no Brasil e o genocídio indígena figuram em seus curtas de animação, exibidos e premiados em festivais em todo o mundo. Nascido em Moçambique e naturalizado português, o cineasta vive há décadas no Brasil, e foi o turbilhão de episódios graves vividos pelo país que ele escolheu que o fez retomar a produção audiovisual, depois de anos dedicados às artes plásticas.  “Começaram a surgir ideias para fazer pequenos curtas, como se fossem pequenas crônicas e críticas. Daí aconteceu, veio um atrás do outro,” lembra Guerra, cujo primeiro curta de animação, “Infláveis”, participou do 25° Festival Internacional de Cinema de Contis, na França, em 2020. A intensidade do trabalho do

  • Cultura - Bailarino brasileiro supera obstáculos da pandemia de Covid-19 e abre companhia de dança na França

    Cultura - Bailarino brasileiro supera obstáculos da pandemia de Covid-19 e abre companhia de dança na França

    25/12/2020 Duración: 07min

    O bailarino gaúcho Norton Fantinel é um “habitué” dos palcos americanos, europeus e brasileiros. De Porto Alegre, onde nasceu, passou pela escola do Bolshoi, em Santa Catarina, e desde então, girou o mundo. Neste ano, superou vários obstáculos, como a crise sanitária que castigou a classe artística, e inaugurou recentemente a Arles Youth Ballet Company, em Fourques, no sul da França. Tudo começou quando Norton tinha quatro anos de idade. Em entrevista à RFI, ele conta que o único jeito que os pais encontravam para acalmar o menino hiperativo eram os filmes de dança. “Um dia, minha mãe alugou ‘Momento de Decisão’, com Mikhail Baryshnikov, e eu me apaixonei. Eu disse: ‘que cara incrível, eu quero ser igual a ele quando eu crescer’. Então, minha mãe me matriculou em uma escola de balé e foi o início desse sonho”, relembra. A abertura de sua própria companhia de dança no país berço do balé clássico é o salto mais alto da carreira de Norton Fantinel, de 33 anos. Do alto das sapatilhas, o gaúcho exibe um currícu

  • Cultura - “Imaginário dos franceses ainda não foi descolonizado”, diz autora sobre heroína antiescravidão

    Cultura - “Imaginário dos franceses ainda não foi descolonizado”, diz autora sobre heroína antiescravidão

    18/12/2020 Duración: 07min

    Era 1794 e os novos tempos anunciados pela Revolução Francesa levavam à abolição da escravatura – mas não para todos. Nas colônias da França, como as Antilhas, os negros continuariam escravizados, apesar da luta ingrata de heróis e heroínas como Solitude, que vivia na ilha de Guadalupe. Mais de 200 anos depois, os ares do movimento antirracista inspiraram a escritora e editora Paula Anacaona a narrar a história da serviçal que se uniu aos insurgentes contra a exploração dos colonizadores. O livro da autora, Solitude, la flamboyante, traz detalhes de uma história até hoje mal contada. "Na França e no Brasil, essas heroínas escravizadas ou de origem subalterna são pouco conhecidas. Há poucos arquivos históricos sobre elas”, comenta. Quem era, afinal, Solitude, a moça que sequer nome tinha e atendia pelo melancólico apelido de “solidão”? Sem registros históricos suficientes, Paula romanceou a trajetória da jovem com base nas pesquisas das relações entre os escravos, os senhores de engenho, os quilombolas e o

  • Cultura - Exército francês contrata escritores de ficção científica para imaginar as guerras do futuro

    Cultura - Exército francês contrata escritores de ficção científica para imaginar as "guerras do futuro"

    11/12/2020 Duración: 07min

    A notícia pode surpreender, mas é muito real: o Ministério das Forças Armadas da França decidiu montar uma equipe de autores de ficção científica para ajudar a pensar sobre todos os cenários bélicos que o futuro nos reserva. O chamado "Red Team" será criado dentro da nova Agência de Inovação em Defesa (AID) que existe há um ano, com um orçamento de € 1,2 bilhões. A RFI ouviu os escritores brasileiros Ignácio de Loyola Brandão, Milton Hatoum, Julián Fuks, Marçal Aquino, Sheyla Smanioto e Xico Sá, que comentaram a iniciativa e sugerem suas versões da "Guerra do Futuro". Os partidários dessa nova abordagem das Forças Armadas na França defendem a experimentação como o que poderia se tornar um novo método de trabalho: escritores que antecipam ameaças reais, num roteiro digno de ficção científica. Uma primeira tentativa de colaboração entre o Exército francês e autores de ficção aconteceu há dois anos, durante o Utopiales: em 2020, a 20ª edição deste festival internacional de ficção científica abriria suas portas

  • Cultura - Em meio à pandemia, festival coloca em contato artistas brasileiros e curadores internacionais

    Cultura - Em meio à pandemia, festival coloca em contato artistas brasileiros e curadores internacionais

    02/12/2020 Duración: 07min

    “Porque somos fortes e vingativos como o jabuti”: esse é o lema da segunda edição do festival “Brasil Cena Aberta” que teve que se adaptar à pandemia da Covid-19. Durante três dias, de 2 a 4 de dezembro, o evento 100% online propõe uma programação intensa de espetáculos de dança, teatro, encontros e workshops, reunindo artistas da cena contemporânea brasileira com curadores internacionais. O “Brasil Cena Aberta”, idealizado por Andrea Caruso Saturnino, visa, além da internacionalização com a venda de espetáculos brasileiros prontos, fomentar coproduções, colaborações e residências artísticas, como a parceria, desde 2019, com a Cité Internationale des Arts, em Paris. A segunda edição do festival começou a ser pensada antes da pandemia com a chamada de espetáculos que seriam selecionados por um júri internacional. Mais de 400 projetos, do norte ao sul do Brasil, foram inscritos. Passado o susto com as restrições impostas pela Covid, os organizadores resolveram remodelar e manter o evento para apoiar a catego

  • Cultura - Nova geração de mulheres do rap francês rouba a cena com feminismo pop

    Cultura - Nova geração de mulheres do rap francês rouba a cena com 'feminismo pop'

    27/11/2020 Duración: 06min

    Elas vieram da Martinica, do Congo ou de recantos distintos do território francês. Carregam histórias pessoais diversas, e às vezes épicas, como o caso de Lous, do grupo Lous and The Yakuza (foto), de apenas 24 anos, que antes de se tornar uma revelação do rap francês morou nas ruas de Bruxelas. Mas não importa de onde elas venham, todas carregam consigo a atitude do chamado “feminismo pop”, nas palavras de Carole Boinet, editora de música da revista Les Inrockuptibles, verdadeira referência para a indústria do disco na França.  A congolesa Lous, do já célebre Lous and The Yakuza, coleciona milhões de visualizações no Youtube em cada hit, além de centenas de milhares de seguidores no Instagram. Sua vida, no entanto, poderia render um filme. Se seu segundo single "Tout est Gore" chamou a atenção dos filhos de Madonna no início deste ano, catapultando-a para o reinado pop, Marie-Pierra Kakoma [seu nome na certidão de nascimento] chegou a viver nas ruas de Bruxelas, e enfrentou problemas com drogas e gangues d

  • Cultura - Box especial celebra fascínio da França por Clarice Lispector em seu centenário

    Cultura - Box especial celebra fascínio da França por Clarice Lispector em seu centenário

    20/11/2020 Duración: 05min

    “Um grito lançado em uma língua poética loucamente inventiva, mas de grande simplicidade”. A frase, publicada na revista francesa Télérama, ecoa o fascínio do público francês com a literatura de Clarice Lispector, desde a década de 1970. Para celebrar os 100 anos do nascimento da escritora brasileira, a mítica Éditions des Femmes lança uma caixa especial com a versão francesa de A Paixão segundo GH e A Hora da Estrela.  A RFI conversou sobre a homenagem com a escritora francesa Hélène Cixous, com o filho de Clarice, Paulo Gurgel Valente, e a editora francesa da caixa, Christine Villeneuve. Clarice Lispector já havia terminado sua jornada poética nesse mundo quando Antoinette Fouque, à frente da histórica Éditions des Femmes, em Paris, publicou, em 1978, a primeira versão francesa de A Paixão segundo G.H. "Antoinette encontrou no texto de Clarice uma dimensão que nunca havia visto em lugar algum. Este centenário é uma nova possibilidade de homenagear esta imensa escritora, que é, para nós, uma das maiores v

  • Cultura - Mesmo sem turistas, locações da série da Netflix viram “tour Emily em Paris”

    Cultura - Mesmo sem turistas, locações da série da Netflix viram “tour Emily em Paris”

    30/10/2020 Duración: 06min

    Apesar das polêmicas e críticas sobre o exagero de clichês, a série "Emily em Paris", da Netflix, é sucesso mundial. E mesmo sem os milhares de turistas impedidos de vir à capital francesa devido à pandemia, os locais de locações se transformaram em "tour" pelos fãs que moram na cidade e postam o passeio nas redes sociais. O principal deles é a Praça da Estrapade, onde está localizada a livraria Portuguesa e Brasileira de Paris. Emily em Paris é uma comédia romântica que conta a história de uma jovem americana transferida para trabalhar em uma agência de marketing da Cidade Luz. A série reforça vários esteriótipos sobre os franceses — sexistas, mau-humorados e pouco chegados a um banho —, além de mostrar uma Paris idílica. Mas a produção da Netflix conquistou o público no mundo inteiro e é uma das mais indicadas para maratonar. A jovem brasileira Maria Carolina Cardoso Mattos, de 15 anos, que mora em Achères, na região parisiense, se identificou com a personagem principal, assistiu à primeira temporada em

  • Cultura - Man Ray e a Moda exibe obra do fotógrafo americano sob ângulo desconhecido do público em Paris

    Cultura - "Man Ray e a Moda" exibe obra do fotógrafo americano sob ângulo desconhecido do público em Paris

    16/10/2020 Duración: 05min

    O fruto das lentes de um dos fotógrafos mais icônicos do século 20 sob um ângulo desconhecido do público. Esse é o objetivo da exposição "Man Ray e a Moda", em cartaz no Museu de Luxemburgo, em Paris.  Pioneiro da fotografia de moda, Emmanuel Radnitsky – verdadeiro nome de Man Ray – chegou dos Estados Unidos na capital francesa no início dos anos 1920. A fotografia, que não era considerada uma arte pelo americano, não fazia parte de seus planos. Amigo de Marcel Duchamp, Jean Cocteau e Francis Picabia, seu objetivo era se dedicar à pintura.  Para Man Ray, a fotografia era apenas uma forma de sobreviver na Paris dos anos 1920. Não era à toa que ele se autodesignava um "fautographe", uma brincadeira com a palavra "faute" (erro, em francês) e "photographe" (fotógrafo). Para ser reconhecido como um artista, ele criou uma nova estética, levando o dadaísmo e o surrealismo para as revistas Vogue, Vanity Fair, Harper's Bazaar, e conquistando grandes nomes da moda, como Paul Poiret, Gabrielle Chanel e Elsa Schiapar

  • Cultura - Exposição em Paris traz o mundo das joias, da matéria bruta ao exclusivo

    Cultura - Exposição em Paris traz o mundo das joias, da matéria bruta ao exclusivo

    09/10/2020 Duración: 05min

    As joias e metais preciosos fascinam a humanidade há milênios, como comprovam relatos e peças preservadas mundo afora. A exposição “Pedras Preciosas”, em Paris, ilustra o percurso da matéria bruta até a transformação em peça de joalheria. A mostra reúne mais de 500 minerais do acervo do museu, entre gemas e metais preciosos, além de 200 criações exclusivas da Van Cleef & Arpels, uma das joalherias de mais prestígio no mundo. A visita é subterrânea, no andar inferior da imponente sede do Museu de História Natural, dando a impressão figurativa de se entrar em uma mina. Mas a sugestão fica por aí, o que vem a seguir é uma experiência lúdica e instrutiva, com uma cenografia inteligente e eficaz. A partir de um link que o visitante pode acionar pelo próprio celular logo na entrada, as explicações são feitas em inglês, francês ou espanhol. Cada vitrine traz um naco do mineral em forma bruta, ao lado da forma polida e de exemplos de joias. Para Bruno David, presidente do museu, a exposição traz “a transversa

  • Cultura - Paris: retrospectiva traz as mil faces da artista Cindy Sherman

    Cultura - Paris: retrospectiva traz as mil faces da artista Cindy Sherman

    02/10/2020 Duración: 06min

    Há quase 50 anos, uma artista americana não se cansa de se recriar e de surpreender o cenário da arte contemporânea. A Fundação Louis Vuitton apresenta, em Paris, uma retrospectiva desde 1975 até os dias de hoje dos autorretratos de Cindy Sherman. Nada a ver com a banalização dos selfies feitos hoje com celulares. A artista americana, de 66 anos, reconstrói imagens, a partir de si mesma, inspiradas pelo cinema, por pinturas, pela moda e pela própria fotografia. Programada inicialmente para março de 2020, a mega exposição com 171 obras foi atropelada pela pandemia e só reabriu meio ano depois, no dia 23 de setembro. Cindy Sherman ocupa todo o prédio da Fundação Louis Vuitton, projetado por Frank Gehry. Além da retrospectiva em si, um andar é dedicado a olhares cruzados, ou seja, obras e instalações de artistas que “dialogam” com o trabalho de Sherman, inspirando ou servindo de referências, como Andy Wharhol, Louise Bourgeois, Marina Abramovic e Annette Messager. “Achei incrível ver em quatro andares prati

  • Cultura - Peça em cartaz em Paris faz sátira violenta das forças políticas e sociais do Brasil atual

    Cultura - Peça em cartaz em Paris faz sátira violenta das forças políticas e sociais do Brasil atual

    25/09/2020 Duración: 05min

    A peça "Abnegação" estreou nesta quinta-feira (24) no Teatro Monfort de Paris. O texto, de autoria do dramaturgo paulista Alexandre Dal Farra, é uma sátira violenta sobre as forças políticas e sociais que agitam o Brasil de hoje. A direção da montagem francesa é de Guillaume Durieux. Em cena, cinco personagens, quatro homens e uma mulher, revelam as contradições que surgem com a chegada de um partido político de esquerda ao poder. O Brasil ou o nome do partido não são nomeados. As referências ao país estão nos nomes dos personagens — Zé, Paulo, Celso .... — e no cenário que reproduz a paisagem de uma fazenda tropical. Na origem da montagem francesa, a leitura na França de Abnegação I (que é o primeiro de uma trilogia) em 2016, no evento “Les Moissons d’été”, seguida da tradução e publicação do texto no ano seguinte pela editora “Les Solitaires Intempestifs”. Desde então, a montagem da peça começou a ser pensada. Devido à pandemia, o autor Alexandre Dal Farra não pode vir à França para a estreia. Durante to

  • Cultura - “Arte é uma forma de resistência e solidariedade”, diz diretor de festival de artes cênicas em Paris

    Cultura - “Arte é uma forma de resistência e solidariedade”, diz diretor de festival de artes cênicas em Paris

    18/09/2020 Duración: 04min

    Depois de meses fechados, cinemas, teatros e museus estão reabrindo na França. O vírus continua à espreita, ameaçando e cancelando grandes eventos. Mas a resistência também é forte, da parte de artistas, de organizadores e, principalmente, do público.   Alguns grandes eventos do calendário artístico acabaram sendo anulados este ano, como o Festival de cinema de Cannes, o Festival de Teatro de Avignon, a Fiac (Feira Internacional de Arte Contemporânea) e vários festivais de música. Outros, como o Festival Visa pour L’Image de Fotojornalismo ou o Festival de Cinema americano de Deauville, adotaram fórmulas reduzidas que marcaram presença. Outro grande evento que resolveu enfrentar as restrições é o Festival de Outono de Paris, em sua 49ª edição. Teatro, dança, música e artes plásticas fazem parte de um cardápio pluridisciplinar. Em formato reduzido e obedecendo regras sanitárias, este ano são 70 eventos artísticos que vão ser realizados na capital francesa e arredores durante quatro meses. Depois de tantos

  • Cultura - Dois romances distópicos brasileiros integram famosa temporada literária francesa

    Cultura - Dois romances distópicos brasileiros integram famosa temporada literária francesa

    11/09/2020 Duración: 06min

    A famosa rentrée littéraire (temporada literária) é o momento mais importante do mercado editorial na França. Do final de agosto ao começo de novembro, início da volta às aulas após as férias de verão, as editoras do país concentram a maioria de lançamentos do ano, de olho nos famosos prêmios literários franceses (Goncourt, Médicis, Renaudot, entre outros) que trazem prestígio e vendas garantidas. Dois romances brasileiros integram essa rentrée 2020. Este ano, apesar da pandemia e dos pedidos reiterados dos livreiros por um volume menor de publicações, 511 novos livros, quase o mesmo número que no ano passado (524), chegam às livrarias nesse período. Há vários anos, o mercado defende uma rentrée mais enxuta para que livreiros, críticos e leitores possam absorver melhor as obras e todos os títulos encontrem seu público. Os lançamentos, que já foram superiores a 700, começaram efetivamente a diminuir, mas ainda são considerados excessivos, principalmente num ano atípico como 2020. Durante os dois meses de qu

  • Cultura - Destruição da Amazônia é destaque de festival de fotojornalismo no sul da França

    Cultura - Destruição da Amazônia é destaque de festival de fotojornalismo no sul da França

    04/09/2020 Duración: 05min

    As imagens chocantes das queimadas da floresta amazônica, que foram capa do jornal The New York Times, são um dos destaques do festival Visa pour l'Image, que acontece em setembro em Perpignan, no sul da França. O autor das fotos é o brasileiro Victor Moriyama.  O evento, em formato compacto e com versão online, faz um apanhado do ano que se passou através de fotografias. Como tantos outros grandes encontros culturais, o festival esteve ameaçado de não se concretizar por causa da pandemia. "É a primeira vez em 32 edições que enfrentamos uma crise universal, que afetou todos os países", disse Jean-François Leroy, criador do festival à RFI. "Acho que – felizmente – a pandemia vai acabar, mas para a poluição e as ameaças que sofrem o planeta, pode ser tarde demais", acrescenta. Nesse contexto, as imagens de Victor Moriyama refletem a catastrófica realidade que coloca o  governo do Brasil como um dos grandes vilões da atual destruição galopante da biodiversidade. Por causa da Covid-19, o jornalista não pôde es

  • Cultura - Exposição em Paris propõe imersão digital em Pompeia, antes da destruição pelo Vesúvio

    Cultura - Exposição em Paris propõe imersão digital em Pompeia, antes da destruição pelo Vesúvio

    28/08/2020 Duración: 06min

    A emoção é garantida. Uma exposição com muitos efeitos especiais e realidade virtual, em cartaz no Grand Palais de Paris, leva o visitante para uma viagem no tempo e no espaço até Pompeia, antes que a cidade italiana fosse destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano 79, quase dois mil anos atrás. O visitante tem a impressão de passear pelas ruas da cidade como se elas ainda estivessem intactas, descobrindo, graças às novas tecnologias, os modos de vida da época romana e a requintada arquitetura de Pompeia. Roei Amit, diretor do setor digital do Grand Palais, em uma entrevista a Alexandre Ravasi da RFI, diz que a exposição digital foi possível por conta principalmente de todo o conhecimento adquirido em anos de escavações nas ruínas da cidade. “A exposição tem o objetivo de compartilhar com o público o conhecimento que temos dessa civilização, da história, de sua destruição, mas também de dividir a emoção e o deslumbramento diante desses afrescos antigos. É um novo formato de exposição virtual, de s

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